domingo, 27 de novembro de 2011

Desmascarando o movimento “Creciendo en Gracia”


Estudo sobre a seita "Creciendo en Gracia" produzido pelo Pr. Armando Taranto Neto

O Movimento Cresciendo em Gracias é um laboratório produtor de heresias. Algumas destas produzidas com nomes como: “cápsulas de graça”, “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos…”.

Em poucas linhas exporemos alguns dos ensinos propagados por essa seita herética, para com o único objetivo, não permitir que os crentes fiéis sejam “levados em roda por todo o vento de doutrina,
pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14

Origem do movimento

Segundo Paulo Cristiano do Instituto Cristão de Pesquisa (ICP), uma entidade Apologética da Sã Doutrina Bíblica, “… foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente1. Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV….” diz ele.

Uma Doutrina fora dos parâmetros Bíblicos

Sua Hermenêutica doente

São pessoas guiadas por “revelações”. O próprio fundador José Luiz de Jesus Miranda diz ter recebido esta abominável doutrina do próprio Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente…”. O MCG distorce ao seu bel prazer os textos Sagrados para dar suporte ao movimento.

Problemas com a semântica

Só aceitam os ensinamentos do Apóstolo Paulo como sendo válidos, denominando inclusive, de cristãos, somente os que fazem uso dos escritos do apóstolo, descartando os ensinos de Jesus Cristo.

Confrontando o MCG com outras seitas

Unicismo

Não aceitam e nem crêem na Trindade. São modalistas, entendimento de que Deus é uma só pessoa que se manifestou de três perspectivas diferentes (sabelianismo). Afirmam: “Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

Acompanham igualmente às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Pregam a não existência do inferno de fogo e ainda: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.

Reencarnacionismo

Defendem a reencarnação quando afirmam: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.

Preexistência dos espíritos

Tal qual a doutrina mórmon, crêem na preexistência dos espíritos. Para eles os anjos são meros espíritos sem corpos; os seres humanos anjos corporificados. Com respeito aos seguidores do movimento dizem: ”Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Adão, na concepção da seita, foi a encarnação de Satanás. Quando Jesus morreu na cruz aniquilou o pecado adâmico, uma representação da obra do diabo; ou melhor, tanto o diabo quanto o pecado não mais existem, foram banidos: “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás…”.

O Homem como Deus

Da mesma forma que os adeptos da Nova Era, crêem piamente que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES…”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG

• Ensinam que existem dois evangelhos: O falso, denominado da “circuncisão”, que foi pregado pelo apóstolo Pedro e demais apóstolos, e o verdadeiro também conhecido como o evangelho da “incircuncisão”, pregado pelo apóstolo Paulo e atualmente pelo próprio José Luiz de Jesus;

• Diferenciam o Jesus de Nazaré de Jesus Cristo. Afirmam: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.

• Procuram através de confronto escriturístico, criar uma antítese entre o evangelho ensinado por Paulo e o pregado pelos outros apóstolos, notoriamente João e Pedro. Com respeito a Pedro, dizem: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

• No tocante a João, asseveram: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado,que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Enfaticamente pregam que o Evangelho da Graça só foi recebido pelo apóstolo Paulo.

• De acordo com o MCG, só são igrejas cristãs genuínas aquelas que o apóstolo Paulo fundou. Todas as outras, segundo eles, não passavam de seitas judaicas, estando totalmente desconectadas do Evangelho de Cristo.

• Não cumprem as Ordenanças do Batismo e Ceia bem como o ensino da purificação dos pecados, argumentando que tudo isso não deve mais ser observado por se tratarem de rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram no passado.

Neomarcionismo

Está claro que José Luiz intenciona restabelecer, radicalmente, as antigas doutrinas de Marcião.
Marcião foi um renomado presbítero do século II que tinha um objetivo em mente: “Desjudaizar” a religião cristã, para isso ele tentou eliminar do cristianismo todos os elementos de origem judaica do Novo Testamento. Criou seu próprio Cânon selecionando passagens mutiladas dos evangelhos de Lucas e das epístolas paulinas; rejeitando, assim, os evangelhos de Mateus, Marcos e João. Ensinava que os apóstolos não haviam entendido corretamente a doutrina de Cristo Jesus, somente Paulo. Sendo assim, o apóstolo dos gentios era o apóstolo por excelência para Marcião, pois recebeu as verdades do evangelho diretamente de Jesus por revelação. Conseguia fazer ainda uma distinção entre o deus mau do Antigo Testamento e o deus bom da Nova Aliança.

Essa mesma doutrina herética são ensinadas por “Jesus Cristo Homem” José Luiz de Jesus, onde diz: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.

Seguem algumas refutações Bíblicas segundo Paulo Cristiano do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), onde diz:

“[...] É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).

Respondendo algumas heresias do MCG

Adão e Satanás são a mesma pessoa?

“Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra…” (Is 14.12-16).

Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética

Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?

“… Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).

Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética

Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho. [...]

[...] Não ao batismo e ao arrependimento?

“… Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo…” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética

Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor. [...] “

Considerações finais

Por falta de espaço muitas outras refutações deixaram de ser consideradas. O assunto demandaria a produção de um compêndio. Claramente se observa que o movimento Crescendo em Gracias é mais uma heresia projetada no inferno e está enquadrada nas recomendações de Paulo com referência a “Outro Evangelho”, pior ainda, com “outro Jesus”; desta feita um “Jesus” rico, esbanjador, egocêntrico, mentiroso e satânico.

Ficam aqui as palavras contextualizadas de Jesus Cristo:

Respondeu-lhes Jesus:

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. [...] Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
(Mt 24.4,5,26-28