domingo, 6 de maio de 2012

15 Minutos de Poder – Ilustração


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Certa vez um anjo aprendiz perguntou para o seu mentor:

O que aconteceria se as pessoas tivessem o mesmo poder que nós? Depende, anjinho.
Depende do quê, mestre?
Venha, vou-lhe mostrar.

O anjo mais experiente levou o novato à uma área rural, procurou dois lavradores pobres que fossem vizinhos e disse:
Está vendo aqueles dois pobres lavradores?

Pois, bem, vou dar 15 minutos do nosso poder para cada um deles. Vamos ver o que acontece.
E assim se fez.
Casualmente, um bando de pássaros famintos começou a voar para lá. Um dos lavradores disse:
Por favor, passarinhos, ainda não! Deixa primeiro eu colher a minha plantação, daí, sim, vocês podem vir e comer à vontade. Vai sobrar muita comida pra vocês.

Então, como num passe de mágica, seu milho amadureceu em segundos, debulhou-se e ensacou-se sozinho e os passarinhos desceram e começaram a comer as sobras da colheita. Assustado, ele correu pra casa. Contou tudo para a mulher.
Foi um milagre, disse ela, agora podemos reformar a nossa casinha, que está quase caindo de tão velha.

Sim, meu amor, vamos reformar a nossa casa.
Então, novamente, como num passe de mágica, sua casa velha reformou-se numa belíssima casa de campo.
Minutos depois ele ouviu alguém pedir socorro:
Compadre, me ajude, pelo amor de Deus.

O que foi compadre? O que está acontecendo?
Eu não sei compadre, tudo que eu falo acontece.
Eu também, compadre, isso não é maravilhoso?
Maravilhoso coisa nenhuma, compadre.

Um bando de pássaros famintos tava vindo em minha direção e eu disse: “Bicharada desgraçada. Vocês de novo, atacando a minha lavoura? Tomara que seque tudo e vocês morram de fome!” Naquele exato momento minha lavoura secou-se diante dos meus olhos e os pássaros morreram.
Corri pra casa, assustado, contei pra mulher, que disse que isso é coisa de olho-gordo. Eu perguntei: “Olho-gordo por que, muié, a gente é tão pobre. Olhe a nossa casa. Tá caindo aos pedaços. Tenho vontade de meter fogo em tudo isso e procurar emprego na cidade grande”. De repente, compadre, a casa incendiou sozinha. Queimou tudo, compadre. Quase queimou a gente dentro. Ô, compadre, será que a gente podia vir morar aqui com vocês, até conseguir reconstruir nosso barraco?
Claro, compadre pode ficar aqui o tempo que precisar. A casa agora tá grande!
É mesmo, compadre, não sabia que ocê tinha reformado a sua casa. Ficou bonita! Quando foi?

Ninguém fala, e acontece.
De que se queixa, pois, o homem vivente?

Queixe-se cada um dos seus pecados.
Lamentações 3.37-39