segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pastor batista realiza trabalho com moradores de rua em Curitiba

 

 
Exemplo que a maioria dos Cristãos deveria de tomar.

O pastor Herbin Benavides, da Igreja Batista de Curitiba, tem realizado um projeto diferente na capital paranaense, todos os domingos pela manhã ele se reúne com moradores de ruas para compartilhar a palavra de Deus e entregar alimentos.

“O propósito do trabalho é mostrar o amor de Deus, que Jesus se importa com eles e pode operar milagres na vida de cada um desses ‘meninos’. Quero fazê-los se sentirem importantes e verem que podem voltar a ser parte da sociedade. Eles não são lixo, são pessoas que merecem respeito, atenção, amor e carinho.”

O trabalho do pastor virou notícia no jornal Gazeta do Povo que revelou que entre os moradores de ruas há também prostitutas e travestis. Das 120 pessoas que compõe o grupo, 80% são usuários de drogas ou alcoolistas.

O pastor começou a trabalhar com moradores de rua em 2009 depois de perceber o problema enquanto levava sua filha para a escola. Natural do Chile, na época ele não sabia falar português fluentemente e se comunicava com cerca de cinco moradores de rua através de abraços.

O grupo foi crescendo e desde 2011 Benavides passou a realizar uma confraternização de Natal para mostrar o verdadeiro significado da data. “Muitas pessoas ajudaram, contamos com voluntários que também abraçaram a nossa causa e conseguimos fazer um churrasco para 50 pessoas, com carne, pão e mais cem panetones para serem distribuídos entre eles.”

Todos os domingos pela manhã o religioso conta com 45 voluntários para liderar um culto, meia hora antes da reunião, os moradores de rua recebem um lanche, com leite e achocolatado, café, suco e dois sanduíches.

Foi através dessas reuniões que algumas pessoas aceitaram receber ajuda e estão internadas em clínicas para reabilitação, são histórias como essas que fazem o pastor ter sonhos maiores como a aquisição de um prédio para ser um centro de triagem onde os interessados em passar por reabilitação possam ser selecionados.

“É um processo trabalhoso, porque precisamos prepará-los, fazer exames médicos e realizar a libertação espiritual para que eles comecem a reabilitação. Seria importante que empresários nos ajudassem a viabilizar isso e ampliassem o nosso trabalho.”