terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Se o púlpito falasse...

 





Se o púlpito falasse ele diria mais ou menos assim: Oh! Como os homens me amam! Como eles desejam estar sobre mim! E como eles buscam sempre estar no lugar de minha habitação! O prazer e a alegria que eles não encontram no lar eles procuram encontrar em mim, e como eles temem serem privados de minha presença!

Há! Se eles ao menos não fizerem apenas uma prece sobre mim, como voltam tristes e aborrecidos para suas casas. Mas quando eles alcançam êxito em cima de mim, voltam rejubilando para seus lares. Só em mim eles encontram o ápice do prazer, quando no decorrer dos seus discursos o povo se emociona e dá brados de alegria.

Por isso eles tanto me desejam e por isso eles tanto me buscam, porque eu lhes ofereço a satisfação máxima dadas suas necessidades básicas de aceitação social e aprovação divina. Felizes são aqueles que sempre têm acesso a mim, e por minha causa são capazes de fazer muitas coisas.

Aqueles que não aprenderam o segredo de viver uma religiosidade alegre e simples me buscam fielmente, por que acreditam que eu posso lhes dar a alegria que eles não têm no anonimato da vida cotidiana. Oh!

Como eu sou feliz por ser assim tão desejado; eles por minha causa brigam murmuram e reclamam se alguém tenta privá-los de minha presença; mas em mim sobre mim e atrás de mim, existe lugar para todos, mas eu tenho os meus preferidos.

Aqueles que se vestem com roupas dignas e apropriadas de se estar atrás de mim e que são eloqüentes persuasivos e que possuem uma voz vibrante e pronuncia elegante, estão sempre sobre mim, porque estes são os que mais me agradam.

Atrás de mim os homens encontram abrigo, e em mim as mesmas palavras que se falam nas casas com os amigos, se tornam infalíveis oráculos divinos. Mas para estar sobre mim também tem o seu preço, que é o preço da pressão psicológica, de ter que agradar e fazer as pessoas sentirem alguma coisa.



"A arte dos sofistas na pregação pentecostal"

Editora: Jeová Nissi, Rio de Janeiro, 2008

Autor: Esdras Gregório

Paginas: 150

Sobre o Autor: Esdras Gregório é autodidata, membro da Assembléia de

Deus em Campinas - SP



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