segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Traumas de uma sociedade violenta, como superar? Pastor Marco Feliciano responde

Traumas de uma sociedade violenta, como superar? Pastor Marco Feliciano responde

Em pesquisa feita pelo Datafolha e o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) entre 2009 e 2010 o número de assassinatos no Brasil atingiu números alarmantes e o trauma mudou o comportamento da sociedade. Em Manaus 83,9% evitam sair à noite ou chegar muito tarde em casa. Esta estatística explodiu desde os anos 1980 e atinge o patamar de 26 brasileiros mortos por ano entre cada 100 000 habitantes. Os furtos e roubos atingiram a espantosa marca de 2 milhões de vítimas, isso contabilizando apenas as capitais.
Para o deputado federal do PSC de São Paulo, Pastor Marco Feliciano, a violência tem origem espiritual e a igreja seria a principal responsável pelo seu crescimento. “A violência tem origem espiritual e está intimamente relacionada com a queda de Adão e Eva (Gn3.4-24; 6.5). Por consequência desta queda o homem tornou-se pecador e seus atos de violência passaram a se multiplicar. Primeiro com Caim, que por puro ciúme e inveja matou o irmão (Gn 4.3-5), posteriormente com Lameque que, louva seu ato criminoso ao assassinar dois homens (Gn 4.23). Por causa deste crescimento da violência no Antigo Testamento, Deus decide destruir o mundo antigo (Gn cap. 6). O senhor anunciou o motivo no capítulo 6 e versículo 7 de Gênesis: ‘Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito’”, explica.
De acordo com reportagem de junho deste ano publicada pela revista Veja, o crime tem ditado o comportamento dos brasileiros, que não escondem os traumas da violência urbana.
Feliciano afirma que a igreja deve ter um papel acolhedor, ajudando as vítimas a superar os traumas e se empenhando em diminuir os altos índices de criminalidade.
“Todos nós estamos sujeitos a violência social, mas a igreja, principalmente em países que possuem liberdade religiosa, como o Brasil, deve se empenhar em promover ações para ajudar vítimas a superarem os traumas provenientes de atos violentos, deve ter um papel acolhedor e ajudar a sociedade a diminuir os altos índices de criminalidade. Deus é o principal remédio contra qualquer trauma sofrido. Pessoas sendo impedidas de seguir uma vida normal por causa de traumas, somente a igreja pode mudar este quadro”, escreveu.
Leia o texto na íntegra aqui.